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PF faz novas apreensões em operação que descobriu fraude na compra de testes Covid feita pela Sesau-RO

Fonte: G1 RO - Em Polícia - 03/08/2022 09:08:00 hrs

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PF faz novas apreensões em operação que descobriu fraude na compra de testes Covid feita pela Sesau-RO
Reprodução/PF

Novos mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nesta quarta-feira (3), na 2ª etapa da Operação Polígrafo, que investiga fraudes na contratação de testes para a Covid-19 feitos através de um contrato a partir da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em Rondônia.

As apreensões de documentos e outros objetos, como eletrônicos, foram feitas em endereços de Porto Velho, São Paulo, Barueri (SP), Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de Porto Velho.

Segundo a PF, a ação também tem o apoio do Ministério Público e Controladoria Geral da União (CGU).

Na primeira etapa da operação, feita em julho de 2020, a PF constatou superfaturamento de quase 40% na compra de 100 mil kits de testes rápidos em um contrato de R$ 10 milhões feito a partir de Rondônia.

A Polícia Federal afirma que o esquema de corrupção ativa e passiva envolve empresários e políticos ligados à Sesau, mas os nomes deles não foram divulgados.

"Durante as investigações foram notadas irregularidades na dispensa de licitação para compra dos testes, que não possuíam registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", afirma a PF.

Segundo a polícia, ao analisar os processos licitatórios, a CGU constatou indícios de favorecimento para uma empresa, inclusive com o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões.

Esse pagamento, de acordo com a polícia, foi feito sem a apresentação de garantias para cobrir os riscos relacionados à entrega dos produtos. Por causa dessa fraude, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 3 milhões dos investigados.

Testes que não funcionavam

Depois que a PF deflagrou a primeira fase da operação Polígrafos, há exatamente dois anos, os agentes constaram que os testes rápidos comprados não funcionavam e que havia um esquema de corrupção ativa e passiva envolvendo empresários e políticos ligados à Sesau.

A investigação aponta também que 10% do valor do contrato era pago em forma de propina, além dos testes comprados pela Sesau terem um superfaturamento de 39,43%.

A Rede Amazônica tenta contato com a Sesau sobre a operação.

Polígrafo

O nome da operação “Polígrafo” refere-se ao aparelho eletrônico conhecido popularmente como detector de mentiras, como menção às fraudes e direcionamentos das licitações.

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