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Petrobras anuncia reajuste de 18% na gasolina, 24% para o diesel e 16 no gás de cozinha, e valores podem subir ainda mais

Fonte: G1 - Em Economia - 10/03/2022 01:32:00 hrs

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Petrobras anuncia reajuste de 18% na gasolina, 24% para o diesel e 16 no gás de cozinha, e valores podem subir ainda mais
Reprodução

Em meio à disparada dos preços do petróleo por causa da guerra da Rússica contra a Ucrânia e das sanções impostas contra a Rússica, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) reajustes nos preços de gasolina e diesel após quase 2 meses de valores congelados nas refinarias.

"Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras", informou a estatal, em comunicado.

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda para as distribuidoras passará a ser da seguinte forma:

  • Gasolina: de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%
  • Diesel: de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%
  • GLP (gás de cozinha): de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, uma alta de 16,1%

Para o GLP, com o aumento, uma botija de 13kg passará a custar 58,21 para as distribuidoras. O produto não era reajustado há 152 dias.

Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende também de impostos federais e estaduais e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Atualmente, em Rolim de Moura, o preço médio da gasolina está em R$ 6,98. Já o gás de cozinha custa em média R$ 125.

"Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras", justificou a estatal, acrescentando que decidiu não repassar de imediato a volatilidade decorrente da guerra na Ucrânia.

"Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade", acrescentou a Petrobras.

As ações da Petrobras subiram mais de 4% após o anúncio.

 

Mudanças na política de preços

O mercado segue de olho em medidas do governo para conter a alta dos preços dos combustíveis para os consumidores. Sem consenso para a análise, o Senado adiou na quarta-feira (9), pela terceira vez, a votação de dois projetos com o objetivo de conter a alta de preços dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. O presidente Jair Bolsonaro, mirando a campanha à reeleição, tem indicado, porém, que não deve deixar a estatal brasileira repassar integralmente a alta do petróleo no mercado internacional aos preços do mercado interno.

O petróleo Brent, principal referência internacional, já acumula alta de mais de 45% no ano, e chegou a alcançar US$ 139 na segunda-feira (7).

Levantamento divulgado no começo de março pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostrou que os valores médios de diesel e gasolina da Petrobras nas refinarias tinham atingido 25% de defasagem ante a paridade de importação, um nível não visto há cerca de 10 anos.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) classificou o reajuste desta quinta-feira como "inadmissível” e "mais uma demonstração da falta de respeito do governo Bolsonaro e da gestão da Petrobras", uma vez que foi anunciado enquanto estava em votação no Senado Federal projeto de lei para a estabilização dos preços dos combustíveis.

"Desde a adoção do Preço de Paridade de Importação (PPI), em outubro de 2016, a gasolina e o óleo diesel, na refinaria, tiveram reajuste de 157%, ante uma inflação de 31,5% no período. No gás de cozinha, a alta acumulada foi ainda maior, de 349,3%", afirmou, em nota, a FUP.

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