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Fonte: G1 RO - Em Geral - 08/03/2022 08:32:00 hrs

A Defesa Civil de Rondônia publicou um relatório nesta semana analisando a situação dos principais rios do estado e as condições de alguns municípios durante o período de enchentes.
Os dados são referentes ao período de 14 de janeiro a 7 de março de 2022.
Desde fevereiro, a grande quantidade de chuva registrada em vários municípios de Rondônia tem causado enchentes por conta do aumento no nível dos rios.
Rolim de Moura
Segundo o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), durante a tarde desta terça-feira (8) a RO-383, que liga Rolim de Moura a Cacoal, foi interditada.
Até o começo da noite ainda não havia previsão para a liberação da via. O trecho interditado é sobre a ponte do Rio São Pedro, há cerca de 35 km de Rolim de Moura e a 25 km de Cacoal.
Devido às chuvas, o rio São Pedro transbordou e acabou passando por cima da rodovia. Segundo informações, a correnteza teria danificado parte da estrutura da ponte.
Na segunda-feira, a RO-010 ficou mais de 8 horas interditada devido ao transbordamento do rio Bambú, há cerca de 15 km de Rolim de Moura. Devido as chuvas, na manhã desta terça, a água do rio voltou a passar pela rodovia, mas o trânsito seguiu normalmente.
No último domingo, devido as fortes chuvas, o rio Anta, que corta todo o município de Rolim de Moura, transbordou novamente, aingindo cerca de 60 famílias.
Cacoal
Em Cacoal, nesta terça-feira (8), um alerta foi emitido pela Defesa Civil para os moradores das margens dos rios Pirarara e Machado devido ao alto risco de alagamentos.
Os bairros Liberdade e Santo Antônio já estão com água sob as avenidas.
Primavera de Rondônia
Problemas também afetam a educação. Alunos da rede municipal de Primavera de Rondônia não conseguiram chegar à escola por causa de enchentes. Os ônibus que atendem as linhas 33 e 37 não puderam buscar os estudantes, pois a água passava por cima da ponte do Rio Antônio João.
Machadinho do Oeste
Em Machadinho D’Oeste (RO) também houve a interdição de uma rodovia, a 133, no trecho que liga Tabajara ao 2 de Abril. A Defesa Civil da cidade pede que os moradores evitem passar pela região e procurem outras rotas alternativas para transitar pela área.
Porto Velho
Guajará-Mirim
Candeias do Jamari
Alta Floresta do Oeste
Ji-Paraná
Pimenta Bueno
Vilhena
Ariquemes
Governador Jorge Teixeira
Monte Negro
Em menos de dois meses, mais de 3,3 mil pessoas foram afetadas pelas cheias de alguns dos principais rios de Rondônia. Até a última segunda-feira (7), três deles ainda se encontravam em cota de inundação e um em alerta, segundo relatório da Defesa Civil estadual.
O levantamento é referente ao período de 14 de janeiro a 7 de março de 2022. São analisadas as situações de 10 rios nos municípios ou distritos do estado.
Os dados apontam que Ariquemes, Pimenta Bueno e Candeias do Jamari são os municípios afetados atualmente pelas cheias dos rios Jamari, Pimenta e Candeias.
Confira abaixo os níveis de cada um deles:
A cota de inundação do Rio Jamari é de 11 metros e com a indicação de 7,28m*, em teoria, o rio não deveria estar inundado. Porém a Defesa Civil explicou que o dado que consta no relatório não foi atualizado pela rede de hidrometeorologia nacional. Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) o rio permanece, sim, inundando algumas regiões.
Já o Machado, apesar de ainda estar em alerta, se encontra com menos de 4 centímetros da cota de inundação. Há cerca de duas semanas, o rio subiu até atingir a maior marca dos últimos 45 anos em Ji-Paraná: 11,67 metros. Segundo o relatório, 600 famílias foram afetadas no município e 100 ficaram desalojadas.
Desde o dia 14 de janeiro, 3.337 pessoas foram afetadas de alguma forma pelas cheias dos rios em Rondônia. As famílias são assistidas pelas prefeituras, governos estaduais ou Defesa Civil estadual e municipal.
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