28/08/2026 16:24 hrs
Política
Fonte: G1 - Em Política - 08/03/2022 10:15:00 hrs

Os preços do petróleo seguem em alta nesta terça-feira (8), uma vez que a expectativa de sanções contra as exportações russas de petróleo e combustíveis aumentaram as preocupações sobre a disponibilidade de oferta.
Perto das 11h (horário de Brasília), o barril de petróleo Brent subia 5,31%, negociado a US$ 129,75, enquanto que o WTI tinha alta de 5%, a US$ 125,37 o barril.
A gigante britânica do petróleo Shell anunciou, nesta terça-feira (8), que planeja se retirar do petróleo e do gás russos "gradualmente", como resposta à invasão russa da Ucrânia.
Os EUA estão discutindo com outros países uma proibição da importação de petróleo russo após a invasão russa da Ucrânia e um anúncio é esperado para ocorrer ainda nesta terça. Já a Alemanha, o maior comprador de petróleo bruto russo, rejeitou os planos de um embargo de energia.
A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, com exportações de cerca de 7 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados combinado, ou cerca de 7% do fornecimento global.
Reeleição X política de preços da Petrobras
Para dar fôlego à tentativa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, o governo federal deve aceitar a mudança na política de preços da Petrobras, que vem sendo defendida por outros pré-candidatos à Presidência da República.
Na segunda-feira (7), Bolsonaro criticou a paridade no preço do petróleo e disse que o governo tem uma reunião para discutir medidas para a Petrobras não repassar toda a alta dos combustíveis para o consumidor.
No entanto, a previsão é que o encontro aconteça nesta terça (8).
Fontes do governo disseram que as últimas conversas internas entre ministros e o presidente vão na direção de que é preciso segurar a escalada dos combustíveis, que já ocorre por causa da guerra na Ucrânia — a Rússia é um dos principais países exportadores mundiais de petróleo.
Ainda, segundo fontes, o governo acredita que a melhor forma de segurar o aumento dos preços seria reduzir impostos e fazer com que a Petrobras absorvesse parte das perdas pela ampliação no prazo de reajustes dos preços praticados pela empresa no Brasil.
A estatal já está há 54 dias sem reajustar o preço dos combustíveis e há quem defenda, no governo, até 100 dias para que a paridade ocorra.
Na área política do governo, a defesa era de que um subsídio para os combustíveis fosse instalado para cobrir a flutuação do diesel e da gasolina. Rechaçada pela área econômica, a proposta acabou sendo temporariamente colocada de lado por Bolsonaro, que aceitou apostar na aprovação de dois projetos que estão no Congresso, relatados pelo senador do PT Jean Paul Prates, os PLs 11 e 1472.
No projeto de lei 1472, o governo concordou em apoiar o artigo 68, que estabelece que o governo pode definir a paridade dos preços com base no valor internacional do petróleo, nos custos de importação e na produção.
Na prática, o governo irá pressionar a Petrobras a arcar com parte dos custos da alta dos combustíveis, quebrando uma política de paridade internacional que estava em vigor desde o governo Michel Temer e que ajudou na recuperação da empresa.
O fato de o preço dos combustíveis estar com defasagem de mais de 40% — com o barril batendo US$ 130 — levou à queda nas ações da Petrobras, apesar da valorização das principais petroleiras ao redor do mundo.
TV TRIBUNA TOP
28/08/2026 16:24 hrs
Política
28/08/2026 16:23 hrs
Política
27/08/2026 11:41 hrs
Política
24/08/2026 19:48 hrs
Política