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Saúde
Fonte: Uol - Em Saúde - 08/01/2022 09:42:00 hrs

Hospitais e UPAs (unidades de pronto atendimento) de todo país estão enfrentando superlotação e atendendo acima da capacidade máxima para dar conta de assistir os pacientes com síndromes gripais que buscam as unidades.
Em meio ao apagão de dados de internações no país, a alta de casos pegou o SUS (Sistema Único de Saúde) desprevenido após a desabilitação de leitos e de unidades de atendimento por causa da redução dos casos de covid após a vacinação.
Agora, em muitos municípios, leitos e locais de atendimento estão sendo abertos novamente para dar conta da demanda.
Segundo levantamento feito pelo UOL, em todos os estados há relatos de aumento no número de pacientes. "Estamos tendo muitos idosos internados por gripe, com pneumonia e complicando. Aqui está tudo cheio, cheio mesmo", conta a infectologista Loures Borzacov, que atua em Porto Velho (RO).
Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, o cenário gerado pelo surto da Influenza H3N2 (tipo que não está incluído na vacina contra a gripe) e a circulação da variante ômicron está causando uma demanda similar à dos picos de covid, com a diferença de serem casos mais leves.
"Estamos com os seguintes problemas: aumento da procura por atendimento, aumento do número de hospitalizações e perda da força de trabalho em função de doenças respiratórias", sintetiza o médico e professor de pneumologia da UnB (Universidade de Brasília) Ricardo Martins.
E dentro de um quadro em que muito mais pessoas são contaminadas, o esperado é que se tenha uma incidência considerável de casos graves".
Em Pernambuco, onde 8 pessoas já morreram de influenza nos primeiros dias deste ano, o estado abriu 378 leitos para casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em apenas 15 dias, sendo 150 de UTI —e que já estão praticamente ocupados.
Em São Paulo, o estado teve um aumento de 30% em novas internações por covid-19 nos hospitais públicos e privados na última semana —subiu de 425 para 552. A alta foi impulsionada pela variante ômicron.
No Rio, a Secretaria Municipal de Saúde aponta que a capital já registrou, nos seis primeiros dias do ano, 34% a mais de casos de covid-19 do que em todo o mês de dezembro (quando foram 5.407 confirmações da doença). Para janeiro, esse número já chegou a 7.265 notificações em apenas seis dias.
Ainda segundo especialistas em saúde ouvidos pelo UOL, o ponto positivo dessa nova leva de pacientes é que eles são menos graves, já que temos a maioria da população vacinada contra covid-19, e a gripe tem uma taxa de letalidade muito menor.
Porém, eles alertam que a transmissibilidade aumentada da ômicron pode gerar sobrecargas e, eventualmente, colapso com impactos de maior dificuldade para a assistência dos casos de complicações pela covid e também por outras causas.
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