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Economia
Fonte: Folha de São Paulo - Em Economia - 22/10/2021 06:15:00 hrs

Ao lado do ministro Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira (22) que tem "confiança absoluta" no titular da Economia, e que o governo não fará "nenhuma aventura" com o Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família.
"Deixo claro a todos os senhores. Esse valor [R$ 400] decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura, não queremos colocar em risco nada no tocante a economia", afirmou o presidente.
A declaração foi dada a jornalistas no auditório do Ministério da Economia. O encontro ocorreu depois de uma crise gerada pela debandada de secretários de Guedes, motivada pela manobra no teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas federais, para pagar R$ 400 de Auxílio Brasil e após rumores de que Paulo Guedes teria deixado o Ministério da Economia.
"É uma pessoa que conheci bem antes das eleições, que nós nos entendemos muito bem. Tenho confiança absoluta nele e ele também entende as aflições que o governo passa", disse Bolsonaro, num gesto ao ministro.
Na coletiva de imprensa, o titular da Economia afirmou categoricamente que não pediu demissão e que o presidente não teria indicado pedir o cargo.
"Sei que o presidente não pediu isso, porque acredito que ele confia em mim e eu confio nele, mas sei que muita gente da ala politica andou ofecerendo nome e fazendo pescaria", disse o titular da Economia, ao lado de Jair Bolsonaro.
A ala política do governo ganhou queda de braço travada nas últimas semanas com a equipe econômica, e o governo propôs uma manobra que altera a fórmula de cálculo para o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas federais.
A medida deve abrir um espaço no Orçamento de 2022 de mais de R$ 80 bilhões. Com isso, o governo Bolsonaro espera pagar o Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, de R$ 400, e um auxílio combustível para caminhoneiros.
Na noite de quinta-feira (21), houve uma debandada na equipe de Guedes, depois da oficialização de uma manobra para driblar a regra constitucional do teto de gastos. Quatro secretários da equipe econômica pediram demissão por discordarem das decisões.
O maior representante da área que controla o orçamento do governo, abaixo de Guedes, é o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal. Ele e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt — subordinado a Funchal —, também pediram exoneração dos cargos.
O Ministério da Economia afirmou que também deixarão os cargos a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.
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