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Fonte: G1 - Em Política - 10/09/2021 07:21:00 hrs

O Ministério da Infraestrutura informou na manhã desta sexta-feira (10) que apenas 3 estados seguiam com pontos de concentração de caminhoneiros em rodovias federais: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia.
Segundo o governo "não há pontos de interdição em rodovias federais" no momento.
Este é o terceiro dia de manifestações promovidas por caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na quinta-feira, concentrações foram registradas em rodovias de pelo menos 16 estados. Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis tiveram o trânsito liberado pelos manifestantes.
O ministério disse que às 7h30 desta sexta, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de ocorrências em rodovias federais caiu 45% desde a noite de quinta-feira.
"Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Paraná não há mais qualquer ponto de retenção na malha federal. Há aglomerações sem prejuízo ao livre fluxo de veículos no Mato Grosso e no Pará", acrescentou.
No Paraná, tem um ponto de manifestação sem bloqueio no km 100 da rodovia estadual PR 466, na altura de Jardim Alegre, segundo a Polícia Rodoviária Estadual.
O presidente Jair Bolsonaro gravou um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação "atrapalha a economia" e "prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres". Na quinta, para tentar desarmar uma bomba que ele mesmo armou duranto o dia 7 de setembro, Bolsonaro se reuniu com representantes dos caminhoneiros envolvidos nas manifestações. Segundo articuladores do governo, os caminhoneiros não estão envolvidos nas manifestações pelas altas no preço do combustível, mas, pela derrubada do STF e apoio ao governo federal.
Também na quinta-feira, o presidente publicou uma 'Declaração à Nação', na qual afirmou que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos poderes" durante os atos de 7 de setembro. Segundo o texto, "as pessoas que exercem o poder não têm o direito de 'esticar a corda', a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia".
A divulgação da "Declaração à Nação" foi um conselho do ex-presidente Michel Temer a Bolsonaro. No texto, o presidente credita a crise institucional a "discordâncias" em relação a decisões de Alexandre de Moraes e afirma que essas questões "devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal".
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