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Com crise hídrica, Aneel mantém bandeira vermelha patamar 2, a mais cara, em agosto

Fonte: CNN Brasil - Em Economia - 02/08/2021 09:16:00 hrs

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Com crise hídrica, Aneel mantém bandeira vermelha patamar 2, a mais cara, em agosto
Reprodução/Folhapress

A bandeira tarifária nas contas de luz do Brasil continuará sendo vermelha patamar 2 em agosto, com custo adicional de R$ 9,492 para cada 100 kilowatts-hora consumidos, informou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Em meio à grave crise hídrica enfrentada pelo país, que afeta a geração hidrelétrica e faz com que um maior acionamento de térmicas — de produção mais cara — seja necessário, a entidade destacou em nota que as afluências nas principais bacias hidrográficas seguem entre as mais críticas do histórico.

""Em julho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) continuam entre as mais críticas do histórico. Agosto inicia-se com igual perspectiva hidrológica, com os principais reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional) em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano", disse a Aneel.

A mudança vem num momento em que os principais reservatórios de água no país estão num nível crítico, devido à falta de chuvas. Esse cenário faz com que o governo tenha que recorrer a usinas térmicas, que têm um custo maior de geração. O custo extra é repassado aos consumidores finais por meio da mudança da bandeira tarifária.

Só na primeira semana de agosto, o custo de operação do sistema com o acionamento de termoelétricas deverá subir 105,02%, segundo cálculos divulgados nesta noite pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Risco de racionamento de energia

Apesar do cenário de crise, o governo federal afasta a possibilidade de um racionameno de energia. Em entrevista à CNN nesta sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que “não haverá racionamento e trabalhamos para que não haja risco de apagão.”

Ele explicou que a pasta trabalha junto com as indústrias para evitar que “haja concentração de demanda energética em horários que levaria a apagão, estamos conversando com a indústria para que dentro das necessidades escolhermos o descolamento, ou eles mesmos, com devidas compensações para o sistema elétrico.”

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