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Fonte: Governo de RO, Rolim Notícias - Em Esporte - 12/07/2021 11:00:00 hrs

Os Jogos Paraolímpicos de Tóquio começam no dia 24 de agosto. Oficialmente, a lista de atletas convocados do Brasil foi divulgada na última terça-feira (6) e, entre eles, estão os irmãos rondonienses Kesley Josué, de 28 anos, e Kétila Teodoro, de 25, mais conhecidos como "irmãos Teodoros".
Nascidos em Rolim de Moura, os dois têm deficiência visual e, ainda crianças, descobriam a paixão pelo atletismo. Como fazem parte da Seleção Brasileira de Atletismo Paralímpico, os irmãos mudaram-se para São Paulo, ondem treinam.
Ao saberem da convocação, os irmãos não esconderam a emoção de representar o estado de Rondônia em uma competição mundial. “Todo aquele esforço, toda dedicação e determinação vem à tona. Quando eu estava em Rondônia e ia todos os dias à pista de cimento com uns amigos treinar, nem imaginava que hoje eu viveria isso. Os dias que mesmo sem ânimo eu levantava e ia ao Centro de Treinamento, debaixo de chuva, sol, agora eu me lembro dos dias que os treinos eram tão exaustivos que eu sentia que tudo dentro de mim iria rasgar em um único movimento. Agora eu me lembro e vejo que valeu a pena os dias ‘perdidos’ de folga. Agora eu vejo que valeu a pena os dias que meu corpo se jogava ao chão e meus músculos tremiam implorando para desistir”, disse Kesley emocionado.
Kétila conquistou o pódio do Atletismo Paralímpico no Pan-americano de 2019, em Lima, no Peru. Foi para um Mundial em Dubai onde obteve ótimas colocações e este ano, junto com o irmão, segue na disputa dos jogos Paraolímpicos de Tóquio. A atleta se diz preparada para a realização de mais um sonho.
“Estou muito feliz. É minha primeira convocação para os jogos Paralímpicos de Tóquio, felicidade também por estar com Kesley. Então, será nossa primeira Paralimpíada juntos. Tive o início da minha carreira em 2012, em Porto Velho, Rondônia, e desde 2018 estou aqui em São Paulo, na Seleção Brasileira, entre as melhores do Mundo e isso é muito gratificante. Em Lima fui medalha de bronze e agora, para fechar com chave de ouro esse momento, fomos convidados para Tóquio, então as expectativas são as melhores possíveis”, disse a atleta.
A trajetória da dupla é acompanhada de muita superação, pois foi na infância, por volta dos 7 anos de idade, Kesley descobriu a deficiência visual. Kétila passou pelo mesmo processo já na adolescência. Os dois saíram do interior do estado de Rondônia para morar em Porto Velho, em busca dos tratamentos adequados que pudessem amenizar o problema.
“Nascemos em Rolim de Moura, até os meus oito anos de idade morei aqui, depois fomos para o município de Ji-Paraná e devido à deficiência na parte da visão, logo que descobrimos, procuramos cidades maiores para tratar, aprofundando para entender melhor sobre o caso, foi ai que chegamos em Porto Velho e conhecemos o esporte e desde então focamos na carreira e isso conta uma paraolimpíada e dois mundiais, destaca o atleta Kesley Teodoro.

O amor pelo esporte surgiu quando os dois estudavam na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marechal Castelo Branco, no ano de 2012. A partir daí, o esporte tornou-se mais que especial na vida dos dois . “Um professor da escola nos convidou para treinar, e ainda em 2012 tivemos a oportunidade de participar das Paralimpíadas Escolares em São Paulo. Desde então, entramos no quadro nacional de atletas”, respondeu Kesley.
A visibilidade do atleta aumentou na Paraolimpíada do Rio 2016, um evento multiesportivo para atletas com deficiência organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional.
Agora, se depender desta dupla, incentivo e preparação não faltará para retornar ao Brasil e a Rondônia com ótimas colocações nas Paraolímpiadas que estão prestes a começar.
Por causa da pandemia, os irmãos retornaram ao estado de Rondônia, onde passaram sete meses. Para manter a forma física durante a quarentena, os atletas contam que receberam orientações on-line da Comissão Técnica Brasileira.
Além de academia em casa, os irmãos construíram uma pista de corrida na zona rural de Porto Velho. “Fizemos todo esse trabalho porque não queríamos perder o foco que são essas Paralimpíadas de Tóquio”, finalizou o atleta.
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