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Saúde
Fonte: Assessoria, G1 - Em Saúde - 04/05/2021 12:48:00 hrs

Na manhã desta terça-feira (04) a Secretária Municipal de Saúde, Simone Paes, e a enfermeira Janaína Travassos, concederam entrevista coletiva para os meios de comunicação de Rolim de Moura informando que está suspensa a 2.ª dose de aplicação da vacina Coronavac contra a covid-19.
Elas explicaram que o município não guardou vacinas para aplicação da segunda dose, pois seguiu a recomendação do Ministério da Saúde. Entretanto o ministro Marcelo Queiroga voltou atrás e agora recomenda estocar vacina para garantir a segunda dose da CoronaVac. A orientação é tomar a segunda dose assim que uma nova remessa chegar.
De acordo com os dados da divisão de epidemiologia, faltam 1.444 doses, para que seja aplicada a 2.º dose em idosos de 65 a 69 anos da Coronavac.
O fato de estar suspenso a vacina da coronavac não interfere na programação de vacinas da primeira dose prevista para ocorrer quinta-feira (06) nos idosos de 60 e 61 anos, pois serão aplicadas vacinas da AstraZeneca, sendo que a segunda dose será aplicada com 90 dias.
O intervalo da primeira e segunda dose da Coronavac é de 14 a 28 dias.
Vaivém de decisões do Ministério da Saúde
De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a interrupção é resultado da conduta de seu antecessor no comando da pasta, Eduardo Pazuello. "[O atraso] decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose", afirmou. "Logo que houver entrega da CoronaVac, [o problema] será solucionado."
Antes, os estados estocavam vacinas para garantir que todas as pessoas já imunizadas recebessem a segunda dose. Em fevereiro, no entanto, Pazuello mudou a orientação: determinou que todas as vacinas fossem aplicadas de imediato, sem a preocupação de guardar parte delas.
Foi um vaivém de regras: dias depois, o Ministério da Saúde voltou atrás e disse que os estados deveriam, sim, estocar a CoronaVac para garantir a segunda dose a todos. Em março, mais uma vez, a pasta mudou de opinião e orientou a aplicação de todas as vacinas, sem reservas.
Em abril, Queiroga foi ao Senado para dizer que a orientação mudou mais uma vez: desde então, os estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac/Butantan e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz).
Segunda dose deve ser tomada mesmo fora do prazo
Em nota técnica divulgada na última terça-feira (27), o Ministério da Saúde orientou a população a tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 mesmo que a aplicação ocorra depois do prazo recomendado pelos laboratórios.
Segundo o documento, é "improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal".
No entanto, a pasta ressalta que os atrasos devem ser evitados, já que "não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose".
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