14/10/2026 20:14 hrs
Geral
Fonte: Da redação TribunaTOP - Em Geral - 04/04/2021 12:18:00 hrs

Durante a madrugada deste domingo de Páscoa (04), o portal TribunaTOP recebeu algumas denúncias de aglomeração e insatisfação de nossos leitores quanto a ausência dos órgãos de segurança pública e de fiscalização que "deveriam" fazer valer o atual decreto estadual de combate à covid-19 no estado.
Segundo informações que foram colhidas com nossas fontes, em uma residência localizada na rua Corumbiara, centro de Rolim de Moura, uma festinha acontecia, regada a bebidas, som alto, com mais de 25 pessoas, dentre elas, ao menos uma menor de idade. A festa, que começou por volta das 21 horas de sábado (03), se estendeu durante a madrugada deste domingo, incomodando pela arruaça, som alto, e, principalmente, porque estamos sob vigência de um decreto estadual que proíbe esse tipo de evento.
Pessoas que moram próximas ao local tentaram contato com a Polícia Militar para denunciar a aglomeração, conforme está escrito no decreto e conforme o governo do estado pede para fazer em diversas artes e vídeos conceituais em suas redes sociais. Porém, para surpresa de nossas fontes, a PM disse que não poderia fazer nada, pois, a denúncia deveria ser feita para a Vigilância Sanitária municipal (que não funciona aos fim de semana, principalmente, à noite).

O trabalho em prol da preservação da saúde da população tem sido reforçado constantemente pelo Governo de Rondônia. Esta missão só é possível graças aos canais de comunicação disponibilizados à sociedade para colaborar, denunciando eventuais casos de aglomeração e demais atos irregulares. Para isso, em casos de descumprimentos das regras estabelecidas pelo atual Decreto nº 25.940, de 30 de março de 2021, a população pode comunicar às autoridades a fim de ser apurado e/ou atendidas denúncias de possíveis ações irregulares. Os seguintes telefones são oferecidos:
193 – Corpos de Bombeiros
190 – Polícia Militar
197 – Polícia Civil
Os denunciantes podem fazer uso deste serviço 24 horas por dia. Não há a necessidade de se identificar durante o ato - Reprodução/Governo de RO
Uma de nossas fontes, porém, disse que ligou três vezes para a PM tentando denunciar a festa. Segundo ela, a PM disse que “precisaria de meus dados pessoais para que fosse feito a denúncia. Ora! Porque tenho que me identificar pra fazer uma denúncia de algo que está invadindo o meu direito? Não conheço aquelas pessoas da festinha. Não sei do que são capaz. Sinceramente, me senti desprotegida ao pedir ajuda de um órgão que deveria nos proteger”, disse. E continuou dizendo que “liguei para a polícia uma segunda vez e questionei sobre a autoridade deles diante de um decreto estadual de calamidade pública por causa do coronavírus. Eles disseram que, nesse caso, eu deveria procurar a vigilância sanitária. E que se eu não quisesse passar meus dados, que procurasse a Polícia Civil e registrasse um boletim. Pois eu liguei na vigilância mesmo sabendo que ninguém atenderia. Mandei vídeos e mensagens pro disk aglomeração do município e ninguém respondeu. Então acho que só estão querendo fazer mídia quando a gente vê em sites que ‘fecharam diversas festas clandestinas’, que a polícia fez isso, isso e aquilo. E quando a gente precisa, tem uma resposta dessa.”
A pessoa conta ainda que “por volta das 1 da manhã, já não conseguia descansar. Foi quando começou uma briga. Ouvi gritos, muitos gritos, coisas quebrando. Fui olhar o que estava acontecendo e vi todos saindo da casa se estapeando, gritando. No meio da rua, a agressão continuou. Vi uma mulher sentada no meio-fio, chorando e sendo acudida por outra mulher. Não sei o que ouve. Mas não ia ligar para polícia uma quarta vez e ser ‘orientada’ a deixar pra lá”, disse. “Foi quando vi que, no meio daquele monte de gente, uma jovem de no mínimo 17 anos, estava lá com roupas curtíssimas e segurando uma bebida. Pensei apenas que, realmente, o mundo está merecendo passar por tudo isso...”
Uma outra pessoa que também mora próximo do local, nos contou a mesma coisa. “Eu trabalho de plantão a noite. Mas nesta noite estava de folga em casa e queria descansar. Mas como? Depois vem imprensa, vem governador, prefeito, e sei lá mais quem, falar que ‘ah, vamos fechar o comércio’, ‘os casos de covid tão descontrolados’, ‘o hospital está sem leitos’. Será mesmo? Porque não é o que estava parecendo esta noite. De que adianta a gente tentar fazer a nossa parte se meu vizinho não faz a dele? Se as autoridades estão c***ndo pra gente? É nessas horas que a gente vê a quem eles são leais. Aí pergunto: a quem recorrer?”, desabafou outro morado.
Como mostrado acima, o próprio Estado orienta que a população ajude na fiscalização de eventos cladestinos e de pontos que vão contra os estabelecidos em decreto. Na publicação do governo do estado, vemos os números para denúncia e que não é necessário a identificação.
A prefeitura de Rolim de Moura também disponibilizou número para disk-denúncia que funciona das 07 da manhã às 10 da noite de segunda a sábado e das 09 da manhã as 06 da tarde aos domingos.
Mas, como nossas fontes disseram, ficaram desassistidos por eles, ao mesmo tempo em que, na Av. 25 de Agosto, acontecia uma "blitz educativa" de conscientização da covid-19.
Nós do portal TribunaTOP deixamos o espaço aberto para que os órgãos responsáveis pela “aplicação da lei e da ordem” possam se manifestar.
14/10/2026 20:14 hrs
Geral
14/10/2026 15:06 hrs
Geral
14/10/2026 14:57 hrs
Geral
14/10/2026 14:28 hrs
Geral