31/08/2026 21:09 hrs
Política
Fonte: G1 - Em Política - 04/03/2021 04:19:00 hrs

Em conversa com apoiadores em Uberlândia nesta quinta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez críticas a comentários sobre a compra de vacinas contra Covid-19 pelo governo federal (assista no vídeo acima). Ele afirmou:
"Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo".
Aos apoiadores que o acompanhavam, o presidente disse que editou medidas provisórias para destinar R$ 20 bilhões para compra de vacinas e que, neste mês, 22 milhões de doses devem ser entregues à população.
Porém, o governo Bolsonaro resistiu a comprar vacinas contra a Covid-19. Em outubro do ano passado, o presidente chegou a vetar a aquisição da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e hoje usada no programa nacional de imunização. E o Ministério da Saúde rejeitou uma oferta de venda da Pfizer feita em setembro do ano passado. A pasta decidiu assinar um contrato com o laboratório apenas nesta semana
Bolsonaro também defendeu o veto que fez ao trecho de uma medida provisória proposta aprovada pelo Congresso que permitia a estados e municípios adotar medidas de imunização em caso de omissão do Ministério da Saúde. O presidente argumentou que os governadores comprariam as vacinas, mas ele é quem teria de pagar, e disse que "onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar".
Ainda em janeiro, Bolsonaro também voltou a defender o chamado tratamento precoce contra Covid-19, citando medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. O presidente afirmou que indicar tratamento precoce a pacientes, "mais do que obrigação, [é] um direito do médico".
'Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?'
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou os termos "mimimi" e "frescura" ao criticar novamente as medidas adotadas diante da pandemia da Covid-19 (veja o vídeo acima). Ele fez o comentário durante um evento em que participou nesta quinta-feira (4) em São Simão, sudoeste de Goiás, um dia após o estado ter registrado recorde de mortes pela doença.
"Vocês não ficaram em casa. Não se acovardaram. Temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?", disse o presidente.
Em seguida, Bolsonaro destacou a importância do respeito aos idosos e disse que lamenta as mortes, mas completou questionando sobre o futuro do Brasil diante das paralisações das atividades.
"Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doença, comorbidade, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?", disse.
O presidente defendeu que o desemprego no país não pode ser tratado "depois" e que a pandemia e as dificuldades econômicas enfrentadas pelos brasileiros têm de ser tratadas simultaneamente.
"Se ficarmos em casa o tempo todo e dizermos o tempo todo que 'a economia vamos ver depois', uma parte nós estamos vendo agora o que foi essa política. Qual o futuro do Brasil?", questionou.
Referindo-se aos decretos que restringem funcionamento ao que é "essencial", o presidente defendeu uma definição do que acredita se encaixar nesse grupo:
"Atividade essencial é toda aquela necessária para um chefe de família levar o pão para dentro de casa".
TV TRIBUNA TOP
31/08/2026 21:09 hrs
Política
31/08/2026 13:09 hrs
Política
28/08/2026 16:24 hrs
Política
28/08/2026 16:23 hrs
Política