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Fonte: Rondoniaovivo, G1 RO, Rondoniagora - Em Polícia - 25/09/2020 06:48:00 hrs

A Polícia Federal divulgou imagens da ação dos agentes no cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência da prefeita de São Francisco do Guaporé, Gislaine Lebrinha. O vídeo mostra um dos policiais entrando no forro da cozinha da casa da prefeita, onde foram encontrados pacotes de notas de cem reais.
A investigação, que durou pouco mais de dez meses, teve início em dezembro de 2019 e contou a colaboração de um empresário que, recebendo exigência para recebimento de dívidas pela prestação de serviços ao poder público, resolveu contatar as autoridades para denunciar os ilícitos.
Durante o período das investigações, provas foram angariadas e filmagens de recebimentos por parte de prefeitos e do ex-deputado foram registrados, com centenas de milhares de reais sendo distribuídos em dinheiro vivo.
De acordo com a PF, foram apreendidos cerca de R$ 10 mil na casa de Marcito (Ji-Paraná), R$ 26 mil com Lebrinha (São Francisco) e R$ 220 mil na casa de Luizão do Trento (Rolim de Moura. Ainda em Rolim foram apreendidas inúmeras joias e objetos estimados em R$ 5 milhões.
Um vídeo obtido com exclusividade pelo G1, e apresentado como prova à Justiça de Rondônia, mostrou o momento em que a prefeita de Cacoal Glaucione Neri (MDB) e a prefeita de São Francisco Gislaine Lebrinha (MDB) recebem dinheiro de propina.
Não se sabe o valor exato que Glaucione e Lebrinha recebeum de propina. Isso vai ser apontado durante o andamento do inquérito da PF. Durante cumprimento do mandado de busca na casa das prefeitas em Cacoal e São Francisco do Guaporé, foram apreendidas dinheiro em espécie.
Segundo o delegado Flori Cordeiro Miranda Júnior, Glaucione e Lebrinha, seguem presas em Ji-Paraná e devem ser ouvida ainda nesta sexta-feira em um interrogatório.
Além de Glaucione e Lebrinha, foram presos preventivamente:
"Na verdade, nós estávamos sentindo que isso iria se alastrar mais. É bem possível que mais pessoas teriam se envolvido em um ciclo sem fim. O pagamento sempre foi em dinheiro vivo, de notas de R$ 50 e R$ 100. A frequência (do pagamento) era imediatamente anterior ao dia do vencimento ou posterior ao pagamento com o recado de que, se não houvesse o pagamento, não teria mais", declarou em entrevista coletiva na tarde desta sexta o delegado Flori Cordeiro Miranda Júnior, em Ji-Paraná.
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