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Fonte: G1, O Globo, Folha de São Paulo, Uol - Em Política - 24/08/2020 06:31:00 hrs

No domingo (23), o presidente Jair Bolsonaro afirmou a um jornalista que estava com vontade de “encher” a boca dele “de porrada”. A declaração foi dada após ele ter sido questionado por um repórter do jornal "O Globo" sobre cheques de Fabrício Queiroz para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Um repórter do G1 também perguntou, em seguida, sobre movimentações nas contas da empresa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.
Ao ser questionado, Bolsonaro disse, primeiro, que não responderia às perguntas. Depois, ao ser questionado novamente sobre os cheques para Michelle, Bolsonaro se dirigiu aos jornalistas e disse: "Eu vou encher a boca desse cara na porrada”.
Nesta segunda (24), o presidente, seu filho Carlos e vários outros seguidores bolsonaristas postaram um vídeo nas redes sociais entitulado "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" onde insinuam que os repórteres ameaçaram o presidente dizendo que "Vamos visitar sua filha na cadeia".
Em diversos vídeos gravados e nos áudios captados pelos microfones dos repórteres, é possível ouvir claramente que um morador convida o presidente a visitar a feirinha da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.
Na verdade, um ambulante aparece fazendo um convite ao presidente em meio aos questionamentos dos jornalistas. "Vamos visitar nossa feirinha da catedral, presidente", afirma o homem, mais de uma vez.
O áudio é bastante claro. Ouça abaixo:
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (24) que se um “bundão” da imprensa contrair o novo coronavírus, a chance de sobreviver é “bem menor”. Bolsonaro deu a declaração durante discurso no Palácio do Planalto, no evento batizado de “Brasil vencendo a Covid-19”.
O Brasil registra mais de 3,6 milhões de casos, com 114 mil mortes, até as 13h desta segunda, conforme levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Bolsonaro se referiu aos profissionais de imprensa enquanto relatava que, na década de 1970, quando estava na ativa do Exército, salvou um colega.
Na frase, ele mencionou que era atleta das Forças Armadas e fez uma referência ao seu pronunciamento de 24 de março, quando declarou que, por ter “histórico de atleta”, não precisaria se preocupar caso contraísse Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.
"Era um jovem aspirante do Exército Brasileiro [em 1978 quando salvou um colega], tinha 23 anos, sempre fui atleta das Forças Armadas. Aquela história de atleta, né, que o pessoal da imprensa vai para o deboche, mas quando pega [covid-19] num bundão de vocês, a chance de sobreviver é bem menor. Só sabe fazer maldade, usar a caneta com maldade, em grande parte. Tem exceções, né, como aqui o Alexandre Garcia [jornalista]. A chance de sobreviver é bem menor do que a minha”, disse o presidente.
O evento desta segunda-feira no Palácio do Planalto reuniu médicos que defendem o que chamam de “tratamento precoce” contra a Covid-19, com o uso da hidroxicloroquina. O medicamento não tem comprovação científica da eficácia contra o novo coronavírus.
Na visão do presidente, apesar da ausência de comprovação científica, muitas das 114 mil mortes por Covid-19 poderiam ter sido evitadas se o uso do medicamento não tivesse sido politizado. Durante a cerimônia, uma das médicas pediu um minuto de silêncio em homenagem aos quase 115 mil mortos registradas no Brasil até o momento.
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