Rolim de Moura - RO, Domingo, 30 de Agosto de 2026 - 00:00

Em nota, vice-governador diz que operação da PF não trás problemas à sua 'conduta de homem público'

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D'Oeste.

Fonte: Rondoniaovivo - Em Geral - 04/08/2020 10:45:00 hrs

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Em nota, vice-governador diz que operação da PF não trás problemas à sua
Reprodução/PF

O vice-governador do estado de Rondônia, Zé Jodan (PSL), se manifestou sobre a operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (4) e teve como alvo sua empresa, localizada em Rolim de Moura.

De acordo com Zé Jodan, a operação dos agentes federais não causa nenhum problema relacionado à sua vida pública. “Nada que desabone a minha conduta de homem público, inclusive, uma coisa não tem nada a ver com outra”, disse.

O vice-governador alegou ainda que seus advogados ainda irão tomar conhecimento das razões que motivaram esta operação para que possam emitir declarações baseados nas determinações judiciais. “Estamos colaborando com as buscas”, informou.

Ele pediu para que as pessoas desinformadas pelos fatos não busquem macular vidas alheias sem antes tomarem conhecimento do que realmente aconteceu.

A investigação da PF colocou em questão uma suposta quadrilha montada para fraudar o erário através de notas frias e empresas “laranjas”.

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D'Oeste. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Como o esquema funcionava:

  1. Empresários do estado abriam empresas fictícias em nomes de laranjas;
  2. Depois, os comerciantes passavam a emitir notas fiscais fraudulentas;
  3. Os criminosos também faziam compra e venda de café;
  4. Com a movimentação milionária através das empresas falsas, os empresários encerravam o negócio sem quitar qualquer obrigação tributária;

"Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas", afirma a PF.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

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