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Fonte: Uol - Em Polícia - 28/07/2020 07:07:00 hrs

O grupo de pagode "Aglomerou" teve a sua live interrompida repentinamente por um tiroteio no começo da noite do último dia 26. A cena acabou repercutindo nas redes sociais, onde viralizou rapidamente no Twitter.
Tudo aconteceu em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, onde a banda montou sua estrutura para a realização da transmissão ao vivo, exibida através de seu canal oficial no YouTube.
A live corria tranquilamente quando, de repente, o vocalista João Victor percebeu uma movimentação estranha e interrompeu a execução de uma música. Então, foi possível ver a "invasão" de agentes da Polícia Civil, que passaram em frente à banda com armas na mão. Na sequência, ouve-se o som de helicópteros e de tiros.
Nesse momento, os integrantes do "Aglomerou" se agacharam e saíram de frente das câmeras. Poucos minutos depois, a transmissão foi cancelada oficialmente.
Horas depois, a banda usou sua conta no Instagram para explicar que estava tudo bem com eles. "Galera, estamos bem. Está acontecendo uma operação policial em uma casa bem próxima aqui do espaço. Então, ocorreu esse fato, mas está todo mundo bem", tranquilizou o vocalista.
"Não tem nenhum vínculo com o espaço. Não tem problema nenhum com quem tava aqui dentro da live. Está tudo certo. A gente vai remarcar a live porque a gente está meio sem clima para fazer", finalizou.
Apesar do vídeo original ter sido excluído do canal oficial da banda no YouTube, o trecho do tiroteio viralizou rapidamente no Twitter. "Isso representa mais o Brasil do que futebol ou samba", disse um internauta, irônico. "Eu estava assistindo ao vivo quando tomei o susto, pensei que ia dar merda", frisou uma outra. "Adorei a calma do último integrante no final do vídeo vindo como se nada tivesse acontecendo", brincou mais uma.
Prisão de miliciano
A operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que interrompeu a live teria como alvo um dos criminosos mais procurados do país, segundo informações do jornal "O Globo". A suspeita, segundo o jornal, é de que Wellington da Silva Braga, o Ecko, estaria em uma festa em imóvel ao lado de onde era transmitida a live.
Segundo informações do site "Procurados", do Ministério da Justiça, Ecko é, desde 2017, líder de uma milícia que "domina regiões da zona oeste do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense, extorquindo comerciantes e moradores".
Em uma nota enviada ao UOL para explicar a operação que interrompeu a live, a Polícia Civil informou que "policiais checavam informação de uma casa onde estaria sendo realizada uma festa desde ontem [sábado, 25] com criminosos foragidos da Justiça".
Os nomes dos criminosos que estariam na festa não foram revelados. Ninguém foi preso durante a operação.
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