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Saúde
Fonte: BBC Brasil; Revista Galileu - Em Saúde - 07/07/2020 08:56:00 hrs

Autoridades na China aumentaram medidas de segurança sanitária depois que uma cidade na Mongólia Interior (região autônoma da China) confirmou um caso de peste bubônica.
De acordo com relatos de autoridades estatais, o paciente, na cidade de Bayannur, um camponês, está em quarentena e em condição estável.
Autoridades decretaram nível três de alerta — que proíbe a caça e consumo de animais que poderiam estar com a praga e pede que as pessoas reportem casos suspeitos às autoridades.
A peste bubônica, uma das doenças mais temidas no passado, causada por uma infecção bacterial, ainda é letal, mas hoje é tratada com antibióticos comuns.
O novo caso foi reportado no sábado. Ainda não está claro como o paciente poderia ter se infectado.
A Peste Bubônica voltou a virar notícia no início de julho de 2020, quando casos da doença foram confirmados na Ásia. A infecção é assustadora para quem conhece um pouco de história: durante a Idade Média, quase um terço da população europeia morreu em uma pandemia da doença.
O que é
A Peste Bubônica é uma das três doenças causadas pela bactéria Yersinia pestis: as outras duas são peste septicêmica e peste pneumônica. O microrganismo é transmitido principalmente por pulgas que atingem animais de pequeno porte, como ratazanas. Em humanos, a exposição a animais doentes pode levar à infecção pela bactéria.
Sintomas
Dentre os sintomas da Peste Bubônica estão febre, calafrios, fraqueza e dificuldade para respirar. Ainda assim, o principal sinal da doença é a formação de nódulos (chamados bubões) pelo corpo.
Diagnóstico e tratamento
Para diagnosticar a doença, os médicos procuram pela presença de bubões e/ou sinais de que o paciente foi picado por uma pulga. Exames de sangue também podem auziliar no diagnóstico da infecção. O tratamento é feito com antibióticos, que podem mudar de acordo com a gravidade do caso.
A pandemia do século 14
A pandemia de Peste Bubônica aterrorizou a Europa entre 1346 e 1353, quando matou quase um terço da população do continente. À época, as péssimas condições de higiene e a falta de conhecimento médico colaboraram para a disseminação da doença entre as pessoas.

Mesmo após o fim da fase aguda da pandemia no século 14, ocorreram outras ondas de infecção ao longo da história, principalmente até o fim da Idade Moderna (século 18).
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 21 de maio de 1900 foi declarada uma epidemia da doença no Rio de Janeiro. Somente naquele ano, foram contabilizados 295 mortos na cidade.
Casos recentes
Apesar de rara, a Peste Bubônica ainda ocorre, principalmente em áreas rurais onde há mais contato com animais selvagens que podem estar infectados pela Yersinia pestis. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, entre 2000 e 2018 houve entre 1 e 17 casos da doença por ano no país, sendo a taxa de fatalidade menor ainda.
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