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Fonte: O Globo, Extra, IG - Em Economia - 09/06/2020 02:54:00 hrs

O pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial, provavelmente a última no valor de R$ 600, começará no dia 17 para os beneficiários do Bolsa Família, de acordo com o final do NIS (Número de Identificação Social).
Essas pessoas poderão sacar os recursos em espécie nas agências da Caixa Econômica Federal, rede de lotéricas e correspondentes bancários.
Já os trabalhadores informais terão o valor creditado em conta poupança digital Caixa Tem, de forma escalonada por mês de nascimento, conforme ocorreu com a segunda parcela. Porém, terão que esperar 10 dias a partir da data de depósito para poder sacar o dinheiro.
Havia expectativa de que o cronograma completo do pagamento da terceira parcela do auxílio fosse divulgado ontem (08). Mas os detalhes deverão ser fechados e divulgados até quarta-feira (10).
O calendário constará de uma portaria do Ministério das Cidades, que será publicada no Diário Oficial da União, conforme ocorreu no pagamento da segunda parcela.
Na prática, serão três calendários: um destinado ao pagamento do auxílio para os beneficiários do Bolsa Família, outro com as datas do crédito em conta digital para os informais, e o último com a autorização do saque dos recursos em espécie ou transferência para outras contas na Caixa ou em outros bancos, de acordo com o mês de aniversário. Neste caso, o cronograma deve se estender até julho.
O crédito em conta digital permite às pessoas pagar contas de concessionárias (água, luz e telefone) e fazer compras pelo aplicativo do celular, via cartão de débito virtual ou QR Code.
Quarta e quinta parcela
O governo bateu o martelo e decidiu pagar mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial. A informação foi confirmada por fontes da equipe econômica. A extensão do programa custará R$ 51 bilhões. O Ministro Paulo Guedes confirmou hoje (09) pela manhã, que haverá duas parcelas a mais, mas não informou o valor.
O benefício foi aprovado pelo Congresso em abril como forma de mitigar os efeitos da crise do coronavírus sobre a população mais vulnerável, principalmente trabalhadores informais. Na versão original, a ajuda federal seria de três parcelas de R$ 600, mas essa cobertura precisou ser estendida. Para estender o programa, o governo terá que modificar a lei que instituiu o benefício. O texto prevê o valor e número de parcelas do benefício.
No início da semana passada, ainda estava incerto se a prorrogação seria de duas parcelas de R$ 300 ou três parcelas de R$ 200. Agora, no entanto, ficou decidido que a primeira opção será a escolha do presidente Jair Bolsonaro.
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