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Governo do Estado e Sesau esclarecem sobre o isolamento restritivo em Porto Velho

Marcos Rocha disse que não irá implantar lockdown em Porto Velho. O governador do estado usou o termo isolamento restritivo que irá começar neste sábado (06) e durar por oito dias.

Fonte: Da Redação - Em Geral - 05/06/2020 07:38:00 hrs

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Governo do Estado e Sesau esclarecem sobre o isolamento restritivo em Porto Velho
Reprodução

Na noite desta sexta-feira (05), o governador do Estado, Marcos Rocha, juntamente com o secretário de saúde, Fernando Máximo, anunciaram as medidas restritivas que serão implantadas em Porto Velho (clique aqui e veja a coletiva).

Segundo o secretário de saúde, o estado tem um grande percentual de pessoas curadas, segundo ele, graças às medidas que o estado está tomando quando ao tratamento dos pacientes. “O governo do estado tem feito protocolo com azitromicima, hidroxicloroquina, ivermectina, quando feito exames e comprovado a necessidade de anticoagulante, a gente prescreve anticoagulante, se for necessário uso de corticoide, também é aplicado. A gente está atirando pesado no vírus”, afirmou Fernando Máximo, que afirmou ainda que apesar desse investimento, muitos pacientes não resistem e acabam falecendo. “ainda não tem um medicamento 100% efetivo, mas todas as armas que temos iremos usar. É orientação do presidente Bolsonaro, orientação do governador Marcos Rocha”, disse.

Em seguida o secretário de finanças afirmou que o período de isolamento que será aplicado em Porto Velho será essencial para que, no futuro, além de combater a contaminação pelo vírus, seja feito a abertura gradual do comércio. Ele afirmou também que o estado estará anunciando novas medidas que permitam a suspensão de alguns tributos do estado, como IPVA e ICMS, para reduzir os custos das empresas.

O prefeito de Porto Velho afirmou que o isolamento social empregado no estado não tem tido o efeito desejado, mas mesmo assim, segundo ele, os resultados ainda são positivos devido ao número de mortes estar considerado baixo. “Mesmo o isolamento social funcionando pela metade, chegamos neste ponto de não estar discutindo a saída do isolamento, e sim, aumento as restrições”.

Enfim, o governador do estado esclareceu como serão as medidas mais restritivas. Segundo Marcos Rocha, o estado nunca chegou a pensar em um fechamento maior, mais restritivo no setor produtivo. “Mas a partir do momento que a gente verifica junto com o próprio setor produtivo de que esta é uma alternativa de que, neste oito dias, nós tenhamos leitos, que tenhamos condições de atender a população, que possamos evitar que novas pessoas se contaminem, de permitir que as pessoas internadas tenham um atendimento melhor, tenham os medicamentos necessários, essa é nossa única alternativa. É algo que não gostaria de fazer. Eu sinto uma dor no peito, pois vemos pessoas, nossos colegas que morreram, e não queremos isso para outras pessoas”, disse.

Marcos Rocha disse que não irá implantar lockdown em Porto Velho. O governador do estado usou o termo isolamento restritivo que irá começar neste sábado (06) e durar por oito dias.

“Eu não vou fazer um lockdown. É um isolamento restritivo, onde cuidados maiores tem que se ter para que as pessoas evitem sair nas ruas, perambular, parar nas ruas, permitindo a contaminação de outras pessoas. É a forma que encontramos para respeitar nossa população, atender nossos anseios e ao mesmo tempo, proteger a população. Evitem sair de casa sem necessidade. Não abracem. Não peguem nas mãos. Entrando em casa, limpe a sola do sapato com água sanitária. Lave as mãos. Use álcool 70%. São alguns cuidados que precisam ser adotado por todos nós. Rondônia aplicou o protocolo da cloroquina desde o início. A gente não tem certeza de que não funciona, mas vimos vários vídeos de médicos dizendo que funcionou”, disse.

O prefeito de Porto Velho foi questionado sobre a construção de um hospital de campanha para tentar aumentar a quantidade de leitos de terapia intensiva na capital. Hildon disse que o município nunca recebeu recurso para ter um hospital municipal. Segundo o prefeito, os hospitais de Porto Velho recebem recurso direto do Estado. “Historicamente, sempre ficou pactuado com o governo do estado a disponibilização de leitos de internação. Porto Velho nunca teve hospital municipal. Porque sempre esses recursos foram encaminhados para o governo estadual. Mesmo assim, estamos buscando melhorar essa situação. Isso vem antes do governador Marcos Rocha, não é de agora”, disse o prefeito. “estamos tentando contratar leitos nos hospitais particulares, mas como estamos vendo, até os leitos deles já estão em colapso. Em relação aos hospitais de campanha, vejo isso com muita restrição. Aonde isso foi implantado só está dando problema. Com menos de dois meses não conseguimos levantar um hospital. Isso vai ser jogar dinheiro fora”, finalizou.

O governador ressaltou que novos leitos serão implantados na capital a partir de terça-feira. “Nós teremos 70 leitos a partir de terça-feira. E depois de 15 dias, vamos conseguir mais 70 leitos. A gente vem trabalhando pra tentar suportar essa demanda que está crescendo com o coronavírus”, finalizou Marcos Rocha.

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