Rolim de Moura - RO, Quarta-Feira, 03 de Junho de 2020

Rondônia segue orientação do Ministério da Saúde e passa a usar cloroquina no tratamento de Covid-19 em casos leves

Secretaria Estadual de Saúde informou que cloroquina foi distribuída nos municípios e tenta fazer o mesmo com a hidroxicloroquina.

Fonte: G1 RO, G1 - Em Saúde - 22/05/2020 02:27:00 hrs

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Rondônia segue orientação do Ministério da Saúde e passa a usar cloroquina no tratamento de Covid-19 em casos leves
Reprodução

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou nesta sexta-feira (22), por meio da assessoria, que segue as orientações do Ministério da Saúde (MS) sobre o uso da cloroquina para auxílio no tratamento de casos mais leves do novo coronavírus. "Apenas reforçaram o que iríamos fazer", disse a pasta.

O remédio já foi distribuído nos 52 municípios. O Estado ainda tenta fazer o mesmo processo com a hidroxicloroquina. Conforme a Sesau, o paciente faz o uso do medicamento mediante assinatura do termo de livre consentimento de aceitação.

Clique aqui e veja o novo protocolo divulgado pelo Ministério da Saúde.

Além dos casos leves, a secretaria ressaltou que os pacientes considerados em potencial vulnerabilidade, ou seja, com suspeita de contágio com a Covid-19, que podem ter o estado clínico agravado, maiores de 50 anos e diagnosticados com câncer ou hipertensão, por exemplo, podem ser tratados com cloroquina sob intensivo monitoramento.

A Sesau informou que a cloroquina já vinha sendo usada antes da orientação, na rede estadual de saúde, com orientação médica e que não efetuou mudanças no fornecimento do remédio.

Também informou que pacientes internados em estado grave nas unidades já realizam tratamento com hidroxicloroquina, azitromicina e o uso de anticoagulantes, desde que não possuam alguma contraindicação. Disse ainda que o protocolo utilizado nos pacientes que não estão internados, os considerados leves, são de responsabilidade dos municípios.

Novo protocolo do Ministério da Saúde

A nova orientação para uso no Sistema Único de Saúde (SUS) foi divulgada nesta semana pelo MS. O presidente Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Mas não há comprovação científica de que esse remédio seja capaz de curar a Covid-19.

Estudos internacionais não encontraram eficácia no medicamento, e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda a utilização. O protocolo da cloroquina foi motivo de atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No intervalo de menos de um mês, os dois deixaram o governo.

Maior estudo já realizado vê inviabilidade no uso da cloroquina

A maior pesquisa científica já realizada sobre o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina foi publicada na renomada revista "The Lancet". A pesquisa feita com 96 mil pacientes, aponta que os medicamentos não apresentam benefícios no tratamento da Covid-19.

Os resultados divulgados nesta sexta-feira (22) mostram que também não há melhora na recuperação dos infectados, mas existe um risco maior de morte e piora cardíaca durante a hospitalização pelo Sars CoV-2.

Os cientistas compararam os resultados de 1.868 pessoas que receberam apenas cloroquina, 3.016 que receberam só hidroxicloroquina, 3.783 que tomaram a combinação de cloroquina e macrólidos (uma classe de antibióticos), e mais 6.221 pacientes com hidroxicloroquina e macrólidos. O grupo controle, que serve para comparação e não fez uso dos medicamentos, é formado por 81.144 pacientes.

No final do período, 1 a cada 11 pacientes do grupo controle havia morrido - 7.530 pessoas (9,3%). Todos os quatro tipos de tratamento foram associados com um risco maior de morrer no hospital:

- dos que apenas usaram cloroquina ou hidroxicloroquina, cerca de 1 a cada 6 pacientes morreram. Foram 307 pessoas que tomaram cloroquina (16,4%) e 543 que tomaram hidroxicloroquina (18%).

-dos que tomaram cloroquina ou hidroxicloroquina com macrólidos, cerca de 1 a cada 5 pacientes morreram. Houve 839 mortes (22,2%) no caso de uso de cloroquina com antibiótico e 1.479 (23,8%) na combinação de hidroxicloroquina com antibiótico.

De acordo com os autores, os pacientes medicados com as substâncias apresentaram também risco maior de desenvolver arritmia cardíaca. A maior taxa foi vista em pacientes que receberam a hidroxicloroquina em combinação com os antibióticos: 8% ou 502 pessoas em um grupo de 6.221. O grupo controle, que não recebeu as substâncias, teve um índice de 0,3%.

"Este é o primeiro estudo em larga escala a encontrar evidências robustas estatisticamente de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina não traz benefícios a pacientes com Covid-19", disse o autor Mandeep Mehra, líder da pesquisa e diretor do Brigham and Women's Hospital Center for Advanced Heart Desease, em Boston, nos Estados Unidos.

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