Rolim de Moura - RO, Segunda-Feira, 31 de Agosto de 2026 - 00:00

21 estados e o DF propõem projetos para multar quem divulga 'fake news' na pandemia

Levantamento do G1 mostra que as regras para penalizar a publicação de informações falsas já estão valendo em cinco desses estados: Acre, Ceará, Paraíba, Roraima e Rio Grande do Norte.

Fonte: G1 - Em Política - 17/05/2020 12:25:00 hrs

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21 estados e o DF propõem projetos para multar quem divulga
Ilustração - Internet

Um levantamento feito pelo G1 aponta que 21 estados e o Distrito Federal discutem ou já aprovaram a aplicação de multa para quem divulga informações falsas na internet sobre pandemias, epidemias e endemias. A legislação abrange desinformações sobre o atual momento, com a pandemia da Covid-19.

Em 16 estados e no DF, o assunto é debatido nas Assembleias Legislativas e pode virar lei. Em cinco estados, a norma que prevê punição para quem publica fake news já está valendo: Acre, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Roraima.

Em apenas cinco estados ainda não há debate sobre multa para quem publica desinformação durante pandemias: Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.

21 estados e o DF propõem projetos para multar quem divulga

No Acre, a lei ainda impede a pessoa que não quitou a multa de participar de concurso ou assumir cargo público. No RN, porém, o assunto foi tratado por decreto, e não por projeto de lei. Isso é inconstitucional, segundo Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP. O governo do RN diz que o decreto tem "caráter informativo" e "menos punitivo", apesar de criar uma multa. Nesses cinco estados, os valores das multas são os seguintes:

  • Acre: de R$ 1,1 mil a R$ 7,4 mil
  • Ceará: de R$ 224 a R$ 2,2 mil
  • Paraíba: de R$ 1 mil a R$ 10 mil
  • Rio Grande do Norte: de R$ 5 mil a R$ 25 mil (pessoa); e de R$ 25 mil a R$ 50 mil (empresa)
  • Roraima: de R$ 224 a R$ 2,2 mil

Serrano explica que os estados podem estabelecer multa para quem divulga informações falsas em pandemias – e não de forma mais ampla – porque a saúde pública é um tema de competência de municípios, estados e União. Um projeto de lei mais amplo, porém, precisa ser analisado no Congresso, e não nas assembleias.

Os especialistas ouvidos pelo G1 destacam alguns pontos em relação aos projetos estaduais:

  • é preciso tomar cuidado para não restringir a liberdade de expressão
  • o assunto deve ser discutido no Congresso, e não nas assembleias
  • a legislação deve buscar uma cooperação das empresas de tecnologia
  • essas empresas devem fornecer dados de redes de desinformação
  • as iniciativas de checagem de informações são cruciais
  • a educação midiática ou a alfabetização digital são importantes

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