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Governo não descarta lockdown em Rondônia, afirma secretário de saúde

Fernando Máximo informou que o Governo estuda a possibilidade de adotar o isolamento obrigatório, o chamado lockdown, por conta do avanço da doença.

Fonte: Rondoniagora, G1 RO - Em Saúde - 07/05/2020 07:36:00 hrs

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Governo não descarta lockdown em Rondônia, afirma secretário de saúde
Reprodução

O Secretário Estadual de Saúde (Sesau), Fernando Máximo, disse que não descarta a possibilidade de implementar o chamado "lockdown" em Rondônia, ou seja, o bloqueio total da região, com a proibição da circulação de pessoas e carros, por exemplo. O estado já tem 943 casos confirmados e 33 mortes oriundas da Covid-19.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (6). A medida mais rígida de distanciamento para promover o isolamento social em combate ao novo coronavírus já foi adotada em algumas cidades do Ceará e Maranhão.

Máximo disse que a jornalistas vem observando aglomerações, principalmente em espaços públicos de Porto Velho.

"Existe sim a possibilidade de começarmos a restringir mais coisas como no passado. A restrição é possível. É uma possibilidade concreta. Nós estamos analisando isso, pois os dados estão aumentando, os casos estão aumentando, especialmente em Porto Velho. O número de óbitos e o de internados também. E isso nos faz pensar em várias possibilidades e uma dessas é essa de fazer uma restrição de todas as situações sim. É uma possibilidade real", disse Fernando Máximo.

O secretário informou também que a pasta estuda a contratação de dois hospitais particulares da capital Porto Velho para a internação de pacientes diagnosticados com a doença.

O Hospital Prontocordis, que chegou a ser anunciado pela Saúde, segue dentro das opções de contratação. "Prontocordis ainda está em tratativa. Ainda não conseguimos concretizar [a contratação], mas continua a possibilidade", disse o secretário.

A unidade informou nesta semana, em nota, que presta serviço há 40 anos em Porto Velho e que não tem medo de assinar contrato com o Estado. Porém não concordou com algumas cláusulas e apenas se resguardou "juridicamente, uma vez que o contrato faz lei entre as partes".

O que é o 'lockdown'?
 
"Lockdown" é uma expressão em inglês que, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total. Ela vem sendo usada frequentemente desde o agravamento da pandemia da Covid-19.

Embora não tenha uma definição única, o "lockdown" é, na prática, a medida mais radical imposta por governos para que haja distanciamento social – uma espécie de bloqueio total em que as pessoas devem, de modo geral, ficar em casa.

Veja as diferenças dos termos relacionados à reação à pandemia de Covid-19:

Isolamento social – é, em princípio, uma sugestão preventiva para todos para que as pessoas fiquem em casa

Quarentena – é uma determinação oficial de isolamento decretada por um governo

Lockdown – é uma medida de bloqueio total que, em geral, inclui também o fechamento de vias e proíbe deslocamentos e viagens não essenciais

Se um governante impõe um "lockdown", a circulação fica proibida, a não ser que ela se dê, por exemplo, para compra de alimentos, transporte de doentes ou realização de serviços de segurança.

Avanço do vírus em Rondônia
 
A Sesau informou na tarde desta quarta-feira (6) que subiu para 943 o número de infectados com o novo coronavírus em Rondônia, e há 33 mortes. O aumento percentual na quantidade de casos de um dia para o outro é de 9,5%.

Testes rápidos

No dia 7 de abril deste ano, o secretário anunciou a compra de 100 mil testes rápidos para serem distribuídos para todos os municípios. Inicialmente, os kits chegariam no dia 12 de abril, mas a empresa contratada deu vários prazos e até o momento os testes não chegaram.

“Infelizmente é um problema que ocorre no mundo inteiro relacionado a Covid-19, desde de ventiladores, insumos e máscaras. As empresas estão com dificuldade de produzir e entregar. A empresa contratada alega que está com dificuldade de produzir grande quantidade e dificuldade de logística. Eles também alegam dificuldades nos voos, que estão escassos. Esses são os argumentos que eles nos passam sempre”, finalizou Fernando Máximo.

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