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Saúde
Fonte: Agência Brasil - Em Saúde - 05/05/2020 07:19:00 hrs

O Brasil registrou novo recorde de novas mortes por Covid-19 registradas em um dia: 600. Segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (5), o total subiu para 7.921.
O Brasil chegou a 114.715 pessoas infectadas. Nas últimas 24horas, foram adicionadas às estatísticas mais 6.935 casos confirmados. Após declínio nas estatísticas de novos casos em 24h no fim de semana, o número voltou a crescer e se aproximou do recorde de 7.218, registrado no dia 30/04.
De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 58.573 estão em acompanhamento (51,1%) e 48.221 (42%) já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.579 mortes.
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou que o número de mortes se refere aos óbitos registrados de ontem para hoje. Não significa que ocorreram nas últimas 24h, e sim, que foram registrados no sistema nas últimas 24h.
"Destes 600 óbitos, 25 morreram hoje. 51 morreram ontem. Não são 600 óbitos que aconteceram nas últimas 24 horas. Algumas já tinham falecido em decorrência do coronavírus e estavam em investigação", disse Wanderson de Oliveira.
Os dados ainda dizem que São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (2.851). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (1.213), Ceará (795), Pernambuco (749) e Amazonas (649).
Além disso, foram registradas mortes no Pará (369), Maranhão (271), Bahia (146), Espírito Santo (133), Paraná (99), Minas Gerais (94), Paraíba (85), Alagoas (80), Rio Grande do Sul (79), Rio Grande do Norte (68), Santa Catarina (55), Amapá (55), Goiás (38), Distrito Federal (33), Piauí (29), Acre (29), Sergipe (21), Rondônia (29), Mato Grosso (13), Mato Grosso do Sul (10), Roraima (11) e Tocantins (7).
100 mil testes não estão registrados no sistema
Ainda segundo Wanderson Kleber de Oliveira, cerca de 100 mil testes já realizados para a Covid-19 não estão nas contas do Ministério da Saúde. Ele explicou que isso se deve ao fato de alguns laboratórios particulares ainda não estarem colocando os resultados na base de dados do ministério, o que diminui a quantidade de casos confirmados oficialmente.
Distanciamento social
Wanderson ainda informou que a equipe da pasta se reuniu com secretários estaduais para discutir o enfrentamento à pandemia. Ele comentou as medidas adotadas em alguns lugares, como no Maranhão, que adotaram o fechamento mais rígido (ou lockdown).
“É medida complexa. Todos os secretários quando pensam neste assunto estão refletindo porque o impacto é muito negativo, mas o Ministério da Saúde está à disposição para apoiá-los. A decisão é do gestor local. São medidas temporárias que devem ser proporcionais e restritas a cada localidade”, observou.
Perguntado sobre quando será o pico da pandemia, ele respondeu que não é possível precisar e que a evolução será diferente em cada local e depende dos efeitos de medidas como o distanciamento social, que achata e prolonga a curva de contágio. Mas previu que de maio a julho deverão ser meses em que a pandemia seguirá preocupando.
Diante da falta de exames para testar muitas pessoas, o secretário defendeu uma estratégia de monitoramento das pessoas gripadas e de quem teve contato com essas. Ele anunciou que o governo deve lançar um sistema de monitoramento eletrônico, para além do já existente hoje, que coleta dados por meio de ligações telefônicas.
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