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Fonte: Painel Político, G1 AM - Em Polícia - 02/05/2020 12:34:00 hrs

Detentos da Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, iniciaram uma rebelião com reféns na manhã deste sábado (2). Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), sete agentes penitenciários são feitos reféns. Não há informações sobre mortos.
A rebelião teve início por volta das 6h, durante o café da manhã, quando detentos serraram a grade de duas celas e avançaram nos agentes, diz a Seap. A UPP tem, atualmanete, 1.079 presos.
Parentes de presos que acompanham a movimentação do lado de fora do presídio afirmam que o grupo reivindica melhores condições. Eles denunciam também que é possível ouvir, em dias comuns, gritos de detentos pedindo água e comida. A Seap não comentou a denúncia.
Desde o dia 13 de março todos os presídios do Amazonas estão com visitas suspensas, como medida de prevenção ao novo coronavírus. Desde então, presos só se comunicam com a família por vídeoconferências.
No início deste mês, um túnel que estava sendo cavado pelos detentos da mesma unidade foi descoberto pela Seap, impedindo uma tentativa de fuga. Na ocasião, um homem foi detido e nenhum preso conseguiu fugir. Para evitar fugas, a Seap retomou o patrulhamento diário nas áreas de mata do entorno de todas unidades prisionais de Manaus.
Fim da rebelião
Cinco horas e meia após o início da rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, o Governo do Amazonas anunciou que o motim chegou ao fim. Presos fizeram sete agentes penitenciários reféns e protestavam desde o início da manhã. Não houve nenhuma morte durante as negociações, diz o governo.
Na porta da unidade prisional, o secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, afirmou que os reféns também não estão feridos e que a situação já está ''normalizada'' na unidade.
“Nenhum refem ferido gravemente, apenas arranhões, e nenhum preso foi ferido. A situação já está normalizada. As bombas que foram soltas foram só de efeito moral”, afirmou o secretário.
Durante a manhã, familiares que acompanhavam a rebelião do lado de fora do presídio chegaram a receber fotos em que apareciam corpos espalhados pelo chão. A SPP-AM negou qualquer registro de mortes dentro da unidade. "As imagens dos corpos no chão não procedem".
Desde as 6h deste sábado, quando iniciou a rebelião, equipes da Polícia Militar atuavam no local. O comandante-geral da PM, coronel Ayrton Norte, afirmou que o presídio foi "pacificado" por volta das 11h30.
"Infelizmente eles quiseram partir pra agressão, começaram a quebrar telhas e jogar pedras nos policiais. Nós agimos dentro da legalidade. A área está pacificada e está sendo entregue novamente ao secretário de administração prisional”, disse o comandante.
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