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Saúde
Fonte: G1 AM; Rondoniagora - Em Saúde - 13/04/2020 01:45:00 hrs

Nesta segunda-feira (13), o estado do Amazonas completa um mês desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19. Embora medidas restritivas tenham sido tomadas pelo governo, os números de contaminação não param de crescer, com 1.206 casos e 62 mortes registrados. Destes, 51 foram na capital amazonense. O primeiro óbito por Covid-19 ocorreu no dia 24 de março, 12 dias após o primeiro caso confirmado.
Com o rápido aumento, o Amazonas entrou na lista do Ministério da Saúde, assim como outros três estados e o Distrito Federal, por estar em transição para aceleração descontrolada do coronavírus.
Desde o primeiro registro, o número de pacientes recuperados, que estão fora do período de transmissão do vírus, chegou a 138, segundo informações da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).
Para conter o avanço da doença, o governador e os prefeitos dos municípios decretaram medidas como suspensão de aulas, cancelamento de eventos para evitar aglomeração de pessoas, fechamento de rodovias, proibição de comércio não essencial, toque de recolher, entre outras. A operação “Fique em Casa” teve início na segunda-feira (6), em Manaus, com o intuito de intensificar a fiscalização de comércios que descumpram a medida.
Apesar da constante recomendação das autoridades para que a população mantenha o distanciamento social, o número de casos aumentou rapidamente nos últimos quinze dias. O que provocou uma superlotação nos hospitais e unidades de saúde de Manaus. O governo afirma que o pico da doença no estado, previsto para maio, está antecipado.
Diante do agravamento da situação e do risco do sistema de saúde entrar em colapso, o governo federal anunciou que nesta semana vai mandar para Manaus mais profissionais de saúde e leitos de UTI. No sábado (11), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que vai construir um hospital de campanha na capital amazonense.

Estradas de acesso fechadas
Com o avanço do Coronavírus no Amazonas, o governador Wilson Lima, proibiu, desde o dia 4, o transporte intermunicipal e interestadual terrestre de pessoas não residem no Estado.
Na quinta-feira (10), no município de Humaitá, cerca de 200 quilômetros de Porto Velho, uma barreira sanitária foi montada na entrada da cidade, na BR-319, onde policiais militares e equipes da saúde monitoravam os veículos.
Para entrar na cidade, motoristas e passageiros de veículos deveriam comprovar residência em Humaitá.
A norma, segundo o decreto, se aplica a ônibus e micro-ônibus públicos e privados, vans, táxis e transporte por aplicativo, inclusive os compartilhados e os de tipo lotação, que prestam esse tipo de serviço nas rodovias estaduais e federais do estado.
De acordo com o decreto, a suspensão do transporte intermunicipal e interestadual terrestre não se aplica às pessoas que estejam regressando ao seu domicílio de origem nem ao transporte de cargas e de serviços de urgência e emergência em saúde, de segurança pública ou relacionado aos demais serviços públicos essenciais.
Nesses casos, as pessoas deverão, obrigatoriamente, adotar os cuidados de prevenção contra o novo Coronavírus, como uso de máscaras e álcool em gel.
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