Rolim de Moura - RO, Terça-Feira, 31 de Março de 2020

Secretário diz que 'há lacunas no conhecimento', mas propõe protocolo para uso de hidroxicloroquina em pacientes graves

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Vianna, disse que o governo federal está propondo um protocolo para tratamento alternativo dos pacientes graves de Covid-19

Fonte: G1 - Em Saúde - 25/03/2020 06:28:00 hrs

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Secretário diz que
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O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Vianna, disse nesta quarta-feira (25) que o governo federal está propondo um protocolo para tratamento alternativo dos pacientes graves de Covid-19 que estejam internados em hospitais. A proposta é permitir que médicos considerem utilizar um remédio já usado contra malária.

Vianna admitiu que há ainda "lacunas no conhecimento" científico e que ainda estão "em curso" os estudos sobre a aplicação desse remédio contra a doença provocada pelo novo coronavírus. Ele também admitiu que há riscos envolvidos, tanto que o protocolo de curto prazo só permitirá a utilização do medicamento por no máximo cinco dias.

"Temos que oferecer alguma alternativa. (...) Identificamos que ainda há lacunas no conhecimento. (Mas) optamos por oferecer dentro dos hospitais essa alternativa terapêutica. Quero fazer um pedido, não usem esse medicamento fora do ambiente hospitalar", disse Vianna.

Riscos envolvidos

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou que o medicamento pode afetar o funcionamento do coração e do fígado.

Vianna ressaltou que o governo considerou os riscos e benefícios da terapia alternativa. "Nós buscamos a literatura científica e identificamos que realmente ainda há lacunas do conhecimento, mas para esse grupo de pacientes (...) nós temos que oferecer alguma alternativa terapêutica", disse Vianna.

China conclui que hidroxicloroquina não é o melhor cuidado

Não há diferença significativa entre a hidroxicloroquina e outros cuidados já adotados para tratar casos de Covid-19, mostra o primeiro estudo controlado feito por pesquisadores chineses.

A droga, usada para tratar o lúpus e a artrite reumatoide, é uma das várias que os cientistas estão testando para ver se há melhoria de sintomas e recuperação de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

O estudo testou apenas hidroxicloroquina sozinha, não com o antibiótico azitromicina. Essa é uma das limitações apontadas pelos revisores do trabalho, além do número de pacientes envolvidos (30).

A terapia combinada de azitromicina e hidroxicloroquina tem sido considerada melhor do que a monoterapia com hidroxicloroquina para controlar a infecção mista de vírus e bactérias, mas ainda o uso é off label —quando uma droga é aprovada para determinada função e utilizada para outra— ou dentro de ensaios clínicos que estão em andamento.

A hidroxicloroquina é um pouco diferente do fosfato de cloroquina, outro medicamento atualmente usado no tratamento da malária, que está sob investigação para o tratamento do Covid-19. Ambos os fármacos estão em uso há décadas, mas também apresentam riscos.

O novo estudo, liderado por uma equipe do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai, na China, envolveu 30 pacientes hospitalizados com Covid-19.

Metade dos pacientes recebeu 400 mg de hidroxicloroquina por dia durante cinco dias, além dos cuidados usuais, enquanto os outros pacientes do grupo controle receberam os cuidados usuais. Não se utilizou um placebo.

Os cuidados usuais incluíram repouso no leito, inalação de oxigênio e medicamentos antivirais ou antibióticos, conforme necessário ou recomendado, de acordo com o plano de tratamento do hospital. Clique aqui e confira a conclusão dos estudos chineses.

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