Rolim de Moura - RO, Domingo, 12 de Julho de 2020 - 00:00

‘Eu corto verba da saúde e da pesquisa científica e, quando vier uma pandemia, eu a ridicularizo’

Bolsonaro esqueceu de tomar seu Gardenal, Diazepam, Fluoxetina, ou seja lá o que dê discernimento às suas ideias, jogou todas as recomendações no lixo

Fonte: Da Redação - Em Geral - 25/03/2020 09:33:00 hrs

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‘Eu corto verba da saúde e da pesquisa científica e, quando vier uma pandemia, eu a ridicularizo’
Reprodução/G1

O presidente Bolsonaro, seguindo o que vem acontecendo ao redor do mundo em combate ao coronavírus, decretou calamidade pública na área da saúde, anunciou investimentos de mais de R$ 86 bilhões aos estados, anunciou medidas para tentar frear o contágio do vírus, e vem aumentando a importância do Sistema Único de Saúde no combate às doenças.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde pedem constantemente vigilância dobrada e cuidados rigorosos quanto à disseminação do coronavírus, que é sim uma doença grave, que causa morte, que afeta principalmente idosos acima dos 60 anos, portadores de doenças graves, e que deixou o mundo todo trancado dentro de casa.

Mas Bolsonaro esqueceu de tomar seu Gardenal, Diazepam, Fluoxetina, ou seja lá o que dê discernimento às suas ideias, jogou todas as recomendações no lixo, ridicularizou pedidos do seu ministério e da OMS e de toda sociedade técnico-científica pelo mundo, participou de um protesto convocado por ele mesmo, e depois, em rede nacional, pediu que a população vá as ruas, saia de casa, criticou estados que decretaram quarentena e fecharam o comércio, e disse que o coronavírus é um “resfriadinho”, uma “gripezinha” inofensiva.

De imediato, apoiadores começaram a espalhar dados, muitos, mentirosos sobre o coronavírus e sobre outras epidemias como o H1N1.

De fato, o H1N1 foi perigoso e continua sendo. De fato, a gripe matou muitos em 2019, em 2018, em 2010, ou seja lá em que ano for. Mas matou ao longo do ano. O contágio é menos grave que o novo coronavírus.

O fato do coronavírus ser perigoso está em sua taxa de transmissão ser mais acentuada que o da gripe. E assim como ela, sua faixa de risco são pessoas acima de 60 anos, com problemas de saúde como diabetes, câncer, tuberculose, pois devido a sua imunidade já estar baixa, o vírus causa uma síndrome respiratória aguda grave, como consequência de uma pneumonia, agravamento de outros quadros, insuficiência respiratória grave e morte.

Para se ter uma idéia, em 18 meses de pandemia de H1N1, 18.449 pessoas morreram no mundo por complicações respiratórias causadas pelo vírus. Na atual pandemia, já passam de 15 mil vítimas em 3 meses.

Em 2009, a influenza no Brasil fez 2.060 vítimas. Com a chegada da vacina em 2010, o número caiu para pouco mais de 100 óbitos. E a partir de então, a população passou a se vacinar contra o H1N1, contra outros tipos de gripes, aumentando a imunização contra os vírus.

Atualmente, o coronavírus já fez 46 mortes em menos de 2 semanas. Pesquisadores dizem que o número pode subir devido ao desconhecimento preliminar do coronavírus, à falta de testes no país, à demora do diagnóstico, e à desinformação como a que o presidente da República faz.

O coronavírus é uma gripezinha?

É!

A Influenza é uma gripezinha?

Com certeza!

Mas o corona sobrevive até 3 dias em superfície de metal e plástico, segundo estudos.

A Influenza não.

A Influenza começa a desenvolver sintomas após 7 dias, e só então é transmissível. Em até 14 dias, na grande maioria dos casos, ela vai embora e seu corpo adquire imunidade.

O coronavírus começa a desenvolver sintomas em até 14 dias. E mesmo sem sintomas, ele pode ser transmissível. Você pode adquirir o corona, viver uma vida inteira e não saber que pegou, mas já transmitiu pra várias pessoas. Em outros casos, você desenvolve os sintomas, mas eles vão ser tão brandos que você nem vai desconfiar. Mas na maioria dos casos, como aconteceu no mundo, você ridiculariza como o presidente mandou fazer, acaba no hospital que não tem condição de atender a todos, e morre sem entrar na UTI porque não tem respirador suficiente e você adquiriu uma pneumonia, uma síndrome respiratória aguda e no final, vai criticar o SUS por sua teimosia. Isso se der tempo de você criticar.

O momento não pede irresponsabilidade.

O momento pede solidariedade, inteligência, responsabilidade.

Pede que os profissionais da saúde e a equipe que está perdendo um tempo enorme tentando criar uma vacina, um medicamento, não sejam ridicularizados.

Pede que as autoridades sejam competentes, independente se de esquerda ou direita.

O conhecimento é uma dádiva disponível para aqueles que não tem preguiça de buscá-lo. Está em todas as plataformas, na palma da mão. É só saber usar!

Texto: Raoni Sanfelicce

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