Rolim de Moura - RO, Terça-Feira, 07 de Abril de 2020

PF conclui inquérito e acusa Aécio Neves de receber R$ 65 milhões em propina de usina do Rio Madeira

Segundo a investigação, Aécio Neves recebeu propina pela construção da usina de Santo Antônio, em Porto Velho.

Fonte: Folha de S. Paulo - Em Política - 18/03/2020 08:56:00 hrs

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PF conclui inquérito e acusa Aécio Neves de receber R$ 65 milhões em propina de usina do Rio Madeira
Reprodução

A Polícia Federal concluiu um dos inquéritos contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e apontou ter rastreado o pagamento de R$ 65 milhões em propina da Odebrecht e da Andrade Gutierrez ao tucano em troca de ajuda nas obras das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia.

O relatório final da investigação foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira. Caberá agora à Procuradoria-Geral da República decidir sobre o oferecimento de denúncia neste caso.

Na investigação, doleiros ouvidos pela PF confirmaram ter viabilizado recursos para operadores de Aécio, utilizando o esquema de Dario Messer, o doleiro dos doleiros preso pela Lava-Jato do Rio. Pelos fatos investigados, a PF acusa Aécio dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Também são acusados desses mesmos crimes o empresário Alexandre Accioly, compadre e amigo de juventude do tucano, e o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, apontados como operadores do tucano para o recebimento da propina.

"Estão presentes indícios suficientes de autoria e de materialidade de que o deputado federal Aécio Neves da Cunha, ao receber valores indevidos no total de R$ 64.990.324,00 do grupo Odebrecht e da construtora Andrade Gutierrez entre os anos de 2008 e 2011, praticou a conduta tipificada no art. 317 do Código Penal, e portanto, praticou o delito de corrupção passiva, com pena de 2 a 12 anos", escreveu o delegado Bernardo Guidali Amaral na conclusão do relatório.

Segundo o relatório, a Odebrecht fez pagamentos de R$ 28,2 milhões por meio de dinheiro em espécie e também por meio do doleiro José Antônio Estevão Soares, integrante do esquema de Dario Messer. Os repasses foram intermediados por Dimas Toledo, afirma a PF. Outro montante de R$ 1,7 milhão foi pago pela Odebrecht por meio de transferências no exterior a uma conta sediada em Singapura e que, segundo a investigação, pertence a Accioly.

Já a Andrade Gutierrez repassou R$ 35 milhões por meio de dois investimentos feitos em uma holding dona da academia Bodytech e que pertence a Alexandre Accioly.

Outro lado

Procurada, a defesa de Aécio Neves afirmou que "manifesta sua absoluta perplexidade com as absurdas conclusões do relatório". "A obra investigada, relacionada à represa de Santo Antônio, era de responsabilidade do governo federal à época, ao qual o então governador fazia oposição, e foi realizada em Rondônia, portanto sem qualquer relação com o governo de Minas Gerais". Diz também que as "conclusões a que chega o delegado são baseadas em delações espúrias" e que a conta de Singapura "pertence a uma cidadã irlandesa que não tem nenhuma vinculação com os fatos sob investigação".

A defesa de Accioly classificou de "improcedentes" as conclusões da PF e rebateu as acusações dizendo que a PF ignorou as doações oficiais da Andrade Gutierrez a Aécio em 2010, que somam quase R$ 20 milhões, e diz que é o mesmo valor mencionado pelos delatores.

A Andrade Gutierrez "a empresa segue colaborando com as investigações em curso dentro dos acordos de leniência firmados com o Ministério Público Federal (MPF), com a Controladoria Geral da União (CGU), com a Advocacia Geral da União (AGU) e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)". 

A defesa de Dimas Toledo não foi localizado.

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