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Política
Fonte: Rolim Notícias - Em Política - 10/03/2020 03:58:00 hrs

A Prefeitura de Rolim de Moura visa fazer um empréstimo de aproximadamente R$ 15 milhões para construção de uma Usina Fotovoltaica no município. O projeto ainda divide opiniões entre o executivo, o legislativo e pela população. A atual administração diz ser de beneficio e economia para o município. Já a Câmara de Vereadores diz que o projeto é inviável.
“Esse Finisa tem se trata de um empréstimo, onde o município vai contrair um empréstimo de R$ 15 milhões e vai pagar mais de R$ 20 milhões. Então é um projeto muito polêmico e que nós temos muito cuidado na tramitação. O prefeito fala que o projeto está na casa por aproximadamente um ano e isso não condiz com a realidade dos fatos. O projeto chegou pela primeira vez no dia primeiro de julho de 2019. Foi estudado pelo jurídico do município e foi pedido o empréstimo de cerca de R$ 14 milhões 370 mil", explicou o Presidente da Câmara Municipal, Lauro Lopes.
Segundo a Secretária de Fazenda, Larrubia Huppers, a construção de uma Usina Fotovoltaica zerará as despesas de energia elétrica de alguns prédios públicos. "Hoje o município gasta em torno de R$ 230 mil reais por mês de consumo de energia. Foi encaminhado à Energisa um estudo para saber quantas placas solares seriam necessários para zerar este consumo", ressaltou.
De acordo com a administração municipal, seria construída uma ponte entre os bairros Beira Rio e Jardim Tropical para diminuir o fluxo de veículos da Avenida São Paulo, mas infelizmente o município não possuiu recursos e precisa da aprovação do financiamento Finisa para a construção da ponte.
“Eu fiz uma nota dizendo que faria essa ponte se fosse votado o projeto do Finisa porque, na verdade o município não tem recursos para fazer essa ponte. E como no projeto tem seis pontes para serem feitas nas linhas 168 norte, 176 sul, 180 sul e 200 sul, e como nas licitações que temos feitos temos economizados na hora de licitar, com a sobra dos recursos dessas pontes, nós faríamos a sétima ponte do rio Anta. Acho que a população tem que parar e dar uma pensada, porque não estamos endividando o município. A gente gasta quase R$ 300 mil de energia por mês. Eu vou fazer um financiamento e ter uma parcela de cerca de R$ 180 mil por mês. Eu vou economisar mais de R$ 100 mil. E todo mês eu tenho que pagar a Energisa, porque nós usamos a energia. Produzinho a nossa própria energia vai sobrar cerca de R$ 10 milhões para fazer obras de infraestrutura para melhorar a vida da população”, explica o prefeito Luizão do Trento.
O prefeito diz ainda que "este é sim um recurso público amplamente fiscalizado pelos órgãos competentes: Ministério Público, Tribunal de Contas, Vereadores e pelo povo. Além, é claro, da própria Caixa Econômica Federal, que ao final da execução do contrato, exigirá do município uma prestação de contas quanto a destinação dos recursos Finisa. O que queremos é apenas economizar. Estamos investindo na cidade", disse Luizão, que completou dizendo que "a Caixa Econômica não ia propor um projeto ilegal para nenhum município. E não ia imprestar um monte de dinheiro de uma forma ilegal também. Estou bem consciente".
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