Rolim de Moura - RO, Domingo, 23 de Fevereiro de 2020

Secretário de educação diz que não assinou documento que pede retirada de livros das escolas

Entre os autores que teriam obras censuradas em Rondônia estariam nomes como Machado de Assis, Euclides da Cunha, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca.

Fonte: Rondoniagora - Em Educação - 07/02/2020 05:13:00 hrs

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Secretário de educação diz que não assinou documento que pede retirada de livros das escolas
Reprodução

O secretário de Estado da Educação, Suamy Vivecananda, atendeu jornalistas na tarde desta sexta-feira (7) para apresentar a versão oficial sobre a determinação de recolhimento de livros da rede pública de ensino “com conteúdos inadequados a crianças e adolescentes”, que causou polêmica em todo o Estado na última quinta-feira (6). Entre os autores que teriam obras censuradas em Rondônia estariam nomes como Machado de Assis, Euclides da Cunha, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca.

Segundo o secretário o documento “é apenas um rascunho”, que tramitava internamente, não tinha a assinatura conclusa dele. “O documento não está concluso e não passou pela assessoria técnica que deixaria ele apto para eu assinar. O que se tem, é uma assinatura eletrônica. Obedecendo a hierarquia, muitos documentos, a exemplo desse, batem na assessoria técnica, antes de chegar na figura de quem assina convulsivamente e volta. Esse é um que não prosperou e não foi assinado por mim”, esclareceu.

Questionado se a Seduc sabe de quem foi a ideia de criar o pedido, o secretário disse não saber. “Nós vamos apurar. Os técnicos da secretaria, que geralmente encaminham qualquer tipo de pedido para frente ou retira, mas isso não significa que vai prosperar. De onde partiu a ideia da criação do pedido eu não sei”, disse.

O secretário disse ainda que os livros não foram considerados inadequados. “Eles não são considerados inadequados no ponto de vista teórico a meu ver. Agora, quem fez a denúncia entendeu como inadequado e a partir daí puxa-se toda e qualquer denúncia para ser analisada friamente e foi o que aconteceu”, explicou o secretário.

A denúncia recebida, segundo Suamy Vivecananda, afirmava que o livro tinha palavrões. “Mas eu não tenho conhecimento de qual livro se trata e nem de que escola partiu essa denúncia. Isso compete aos técnicos fazerem a avaliação. São clássicos da literatura brasileira, que tem grupos que entendem assim. Mas tem que ser analisado para podermos dar uma resposta sequencial a população. Nesse momento, a centralização dos técnicos em cima do objeto que é uma espécie de denúncia, é analisar e fazer um levantamento”, disse.

Sobre o recolhimento dos livros das escolas, o secretário garantiu que nenhuma obra será retirada. “São clássicos da literatura, fomos nós que adquirimos. Não existe a possibilidade de a Secretaria comprar um conjunto de volumes clássicos da literatura brasileira e estrangeira e ao mesmo tempo dizer que não vão ser levados para as escolas”, finalizou o secretário Suamy Vivecananda.

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