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Decisão do TSE pode tornar inviável participação de novo partido de Bolsonaro nas eleições deste ano

TSE liberou uso de assinaturas digitais para criação de partidos, porém, novidade só poderá ser usada após regulamentação da Justiça Eleitoral - o que não tem prazo para acontecer

Fonte: BBC Brasil - Em Política - 11/01/2020 10:57:00 hrs

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Decisão do TSE pode tornar inviável participação de novo partido de Bolsonaro nas eleições deste ano
Reprodução

No mês de dezembro, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que as assinaturas digitais podem ser usadas na criação de novos partidos políticos no país. A novidade, porém, só poderá ser usada depois que a Justiça Eleitoral a regulamentar - o que não tem prazo para acontecer.

Ou seja: embora as assinaturas por meio digital sejam válidas, elas não serão aceitas até que a Justiça decida como se dará essa coleta de apoios.

"É possível o uso de assinatura eletrônica (...) para apoiamento à criação de partido político, desde que haja prévia regulamentação pelo TSE e desenvolvimento de ferramenta tecnológica para aferir a autenticidade das assinaturas", resumiu o ministro Luís Roberto Barroso na decisão.

Assim, continua incerto se o presidente Jair Bolsonaro poderá usar a coleta eletrônica de 'apoiadores' para formalizar o seu partido, o Aliança pelo Brasil, a tempo de participar das eleições municipais de 2020.

O plano dos advogados eleitorais Admar Gonzaga e Karina Kufa, que auxiliam Bolsonaro na tarefa de criar o partido Aliança Pelo Brasil, é combinar um aplicativo de celular com os leitores de impressões digitais de smartphones para agilizar a coleta das 491.967 assinaturas necessárias.

Agora, o TSE formará um grupo de trabalho para ver como se dará o uso das assinaturas digitais.

A decisão dos ministros foi tomada em uma consulta feita em dezembro passado pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), em nome do Movimento Brasil Livre (MBL). O grupo, surgido nos protestos de rua pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), pretende usar meios digitais para criar um partido.

Originalmente, a consulta de Goergen e do MBL dizia respeito ao uso da chamada assinatura digital para apoiamento aos partidos. Esta é uma tecnologia relativamente cara e pouco difundida no Brasil, usada principalmente por advogados, jornalistas e outros profissionais para acessar e autenticar documentos.

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